Quem Não Quer Trabalhar, Que Não Coma!

“Porque, quando ainda convosco, vos ordenamos isto: se alguém não quer trabalhar, também não coma.”

2 Tessalonicenses 3:10 

Vivemos em uma nação historicamente corrupta e vítima de sucessivos governos demagogos e parasitantes. Com uma das mais altas cargas de impostos do planeta, o Brasil sustenta multidões de oportunistas e de parasitas, os quais não somente sangram as finanças públicas, como também militam, incessantemente, a fim de manter o presente status da situação que, ilicitamente, os beneficia.

Como se isto não bastasse, formou-se nesta nação uma cultura paternalista e demagógica onde o estado é responsabilizado por virtualmente tudo o que ocorre na vida financeira das pessoas. E não são poucos os que, pobres ou ricos, têm tirado proveito dessa falta de vergonha e de caráter. Os governos têm, sim, enorme parcela de culpa nesta situação, haja vista o tamanho descomunal do aparelho estatal com um incrível e exagerado número de funcionários públicos federais, estaduais e, sobretudo, municipais. Tudo muito bem à vontade dos dominadores desta nação espiritualmente prostituída e que figura como objeto de escárnio e de zombaria para tantas outras nações da terra. Lamentável!

Todavia, há uma pergunta que deveria ser feita aos murmuradores e a todos os cúmplices desta situação: A quem pertencem todas as coisas?

“Se eu tivesse fome, não to diria, pois o mundo é meu e quanto nele se contém.” Salmos 50:12

Duas Situações

Quando ainda adolescente, eu convivia com colegas filhos de uma família muito próspera financeiramente. Certa vez, viajando com um de meus colegas de adolescência, um homem pobre lhe chamou a atenção ao lhe pedir algo. Era um mendigo, com péssima aparência, em um estado lastimável. Meu colega, então, retrucou: “Por que ele não vai trabalhar? Eu trabalho desde a infância e ele também deveria fazer o mesmo!”. Contudo, naquele momento, parece ter faltado ao meu colega rico a memória de que ele já havia nascido em uma família rica, tendo tido todas as oportunidades do mundo a fim de estudar e, já um pouco mais velho, passar a trabalhar na empresa de seus pais. Seu esforço foi praticamente nenhum na construção de uma situação financeira muito favorável, fruto do trabalho de seus avós e pais. E o mendigo? Será que teve as mesmas oportunidades?

Logo, mais à frente, você entenderá o motivo de eu estar citando estas duas situações.

A Segunda Situação

Já formado, ainda no início de minha carreira médica, passei algum tempo na cidade de Manaus, a capital do Amazonas. Certa vez, conheci um senhor já de idade, um homem idoso, negro, forte e alto, muito educado, com o qual eu partilhei a minha surpresa com a miséria imperante naquela cidade. Imediatamente, aquele senhor me retrucou, dizendo: “Doutor, eu nasci pobre e ainda sou pobre. Porém, na minha casa nada falta, pois eu sempre trabalhei e ainda trabalho. Mesmo após eu me aposentar, fiz um curso de protético e hoje trabalho confeccionando dentaduras. Essa miséria que o senhor está vendo é culpa dos próprios pobres, os quais não querem trabalhar, mas viver fazendo bicos e gastando seu dinheiro com o que não devem, principalmente com cachaça.”

Muito bem, o que podemos depreender destes dois exemplos acima?

Primeiro, se lembrarmos de meu antigo colega rico, podemos ver que ele emitiu um juízo inadvertido, egocêntrico e, seguramente, injusto, pois nada sabia ele sobre a vida daquele mendigo. Era um homem doente? Havia sido vítima de injustiças? Havia se esforçado na vida? Enfim, não podemos simplesmente sair por aí condenando as pessoas tendo como exemplo nossas próprias vidas e vivências estritamente pessoais.

Sobre a segunda situação, esta reflete o comentário inicial da introdução deste artigo, onde mencionamos a cultura brasileira com seu componente paternalista e gravemente contaminada pelo equivocado conceito de “ter de tirar vantagem em tudo”. Uma cultura financeiramente devastadora onde o estado é visto por muitos como uma espécie de cornucópia de riquezas e de onde tiram seu sustento homens honestos, mas também muitos políticos parasitas, empresários corruptos e muitos pobres preguiçosos e também corruptos eles mesmos. A venda dos votos nas cidades brasileiras é um excelente exemplo de como os pobres são absolutamente co-responsáveis não somente por sua própria situação de miséria, mas também pela pobreza de seu próximo. Mas, onde todos estes erram mais gravemente?

“Cobiçais e nada tendes; matais, e invejais, e nada podeis obter; viveis a lutar e a fazer guerras. Nada tendes, porque não pedis; pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres. Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” Tiago 4:2-4

Certamente que não faltou ao Senhor Deus sabedoria e inteligência quando Ele criou a terra e estendeu os céus, colocando neste mundo tudo o de que necessitamos para sobreviver com alegria e com abastança. Não há falta de recursos na terra, o que há, isto sim, é uma distribuição bizarramente injusta das riquezas que Deus criou junto com a terra. Distribuição injusta esta fruto da cobiça e da maldade dos homens sem amor e sem misericórdia, filhos do inferno, os quais não tardarão em ver seu horrendo fim chegar.

Por esta razão, quer os corruptos roubem, quer não, não deixará, jamais, de haver sustento mais do que suficiente para todos os que clamem a Deus. Se, por um lado, não podemos conhecer o interior das pessoas a fim de sabermos se desejam ou não trabalhar, se querem ou não viver às custas dos outros, o que podemos, isto sim, é advertir as pessoas a fim de que todos busquem e peçam a Deus tudo o de que necessitam.

“Nada tendes, porque não pedis;” Tiago 4:2

Muitas vezes nos sentimos impotentes vendo a situação de miséria de muitos à nossa volta, e ouvimos de ateus e de outros falsos religiosos argumentações satânicas contra Deus, como se o Senhor fosse incapaz de cuidar de todos. Hipocritamente, muitos dizem: “Será que Deus não olha pelas criancinhas?” Isto dizem sendo eles próprios co-responsáveis pela miséria destas crianças, uma vez que, cúmplices, apóiam uns aos outros contra Deus, o qual trará à luz no Grande Dia toda a responsabilidade que os homens tiveram na causa primeira de toda e qualquer situação que levou à fome crianças e velhos.

A miséria devasta a terra porque os homens não buscam a Deus!

“Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á. Ou qual dentre vós é o homem que, se porventura o filho lhe pedir pão, lhe dará pedra? Ou, se lhe pedir um peixe, lhe dará uma cobra? Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhe pedirem?” Mateus 7:7-11

Ainda veremos coisas muito piores sucedendo sobre a terra, e já nos próximos anos, pois a hora se aproxima, e, ao fitarmos o assombroso quadro que já vai tomando forma, repleto de toda sorte de sofrimentos e desamparo, de uma coisa tenhamos firme certeza em nosso coração: Deus sempre será achado por todos aqueles que o buscarem, como está escrito:

“Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração.” Jeremias 29:13 

Serão muitas as causas das misérias que se avolumarão, indo desde a negligência e preguiça dos homens, até a mais descarada covardia de roubar dos mais fracos a fim de que a eles, aos ladrões, não lhes falte. Nem que tenham que roubar suas próprias mães.

Quando o apóstolo Paulo, inspirado por Deus, escreveu sua Segunda Epístola aos Tessalonicenses, através dele, isto é, de Paulo, Deus teve o cuidado de deixar claro que não comerá não aquele que, embora sequioso por trabalho não o encontra, mas aquele que “não quer trabalhar”, como está escrito. Isto significa que o cerne da questão não se encontra no simples desejo de trabalhar ou não, mas no reconhecimento individual da dependência que temos de Deus, para comer e para respirar.

Quando você se assombrar com o que verá nos próximos anos, lembre-se de que Deus os estará entregando aos seus próprios conselhos e às suas próprias vontades, pois preferiram não pedir, humildemente, a Deus, pois nunca desejaram se comprometer com Ele. Não o reconhecem, não o ouvem, não o temem e não o amam.

Haverá uma multiplicação, qual nunca antes vista, de afrontas e de mentiras que serão lançadas contra Cristo e contra nós, Sua Igreja. E esta progressão de fatos culminará com a adoração ao próprio diabo, na figura da besta, a qual proferirá palavras de grandes afrontas a Deus, sendo essa mesma besta adorada sobre a terra como se fosse deus.

“Foi-lhe dada uma boca que proferia arrogâncias e blasfêmias e autoridade para agir quarenta e dois meses; e abriu a boca em blasfêmias contra Deus, para lhe difamar o nome e difamar o tabernáculo, a saber, os que habitam no céu. Foi-lhe dado, também, que pelejasse contra os santos e os vencesse. Deu-se-lhe ainda autoridade sobre cada tribo, povo, língua e nação; e adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra, aqueles cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo. Se alguém tem ouvidos, ouça.” Apocalipse 13:5-9

O que estamos dizendo neste artigo é que os homens são os próprios responsáveis por suas misérias, e ainda que, levianamente, culpem a Deus, o que, na realidade, estarão fazendo é procurar encontrar falhas no Criador (como se isto fosse possível) a fim de que não sejam eles privados das devassidões que tanto amam.

Estamos também afirmando, em alto e bom tom, que Deus não desampara ninguém que o busque e que a Ele peça, como ensinado pelo Senhor no Seu Evangelho.

Seja em meio a uma grande guerra, seja em meio aos desertos, os filhos de Deus sobreviverão e viverão, eternamente, com o Senhor.

Passaremos por entre escorpiões e serpentes, esbarraremos em muitos moribundos espirituais, os quais, seguindo a satanás, caminham para a morte e perdição eternas. O que se verá nos próximos anos não será nada agradável, mas as Escrituras não podem falhar. E nós seguiremos em frente!

“Caiam mil ao teu lado, e dez mil, à tua direita; tu não serás atingido. Somente com os teus olhos contemplarás e verás o castigo dos ímpios. Pois disseste: O SENHOR é o meu refúgio. Fizeste do Altíssimo a tua morada.” Salmos 91:7-9

“Então, vereis outra vez a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não o serve.” Malaquias 3:18

“Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna, a qual o Filho do Homem vos dará; porque Deus, o Pai, o confirmou com o seu selo.” João 6:27 

-- Dr Leadnet

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