Visão Panorâmica do Hinduísmo
O Hinduísmo e a Nova Era
Não é difícil de entender o porquê do Hinduísmo servir tão bem aos propósitos obscuros do New Age Movement (Movimento Nova Era).
O Hinduísmo, além de ser um sistema religioso-filosófico eclético, dá suporte a diversas outras teorias e ensinamentos da mentira.
A ciência moderna, idolatrada por ateus e por filósofos humanistas e céticos, se encontra contaminada pelos ensinos mentirosos do Evolucionismo. É, todavia, bem aceita pelo Hinduísmo, pois este ensina outra mentira: a evolução dos espíritos pela transmigração da alma (reencarnação).
A Psicologia moderna enfatiza que o homem é bom e que tem um imenso potencial ainda a ser explorado (a Bíblia ensina que o homem é mau e totalmente carente de Deus), e o Hinduísmo enfatiza a “divindade” do homem.
A filosofia atéia contemporânea proclama a “relativização da verdade”, e o Hinduísmo tolera uma mescla emaranhada de diversos conceitos religiosos, pois não há nenhuma ortodoxia na Religião Hindu. Antes há um emaranhado confuso de crenças e de práticas que afastam os homens do verdadeiro Deus, o Criador.
Os hinduístas adoram o mesmo deus? Resposta, em alto e bom tom: NÃO.
O Panteísmo Hindu
Um hinduísta jamais pode afirmar que ele adora o mesmo deus de sua comunidade. Há hindus monoteístas, há hindus politeístas e há hindus panteístas, e essa confusão toda DENTRO do que é reconhecido como a Religião Hindu.
Mesmo os hindus que se dizem monoteístas não adoram o mesmo deus. Uns adoram o deus Vishnu, outros adoram o deus Shiva, outros o deus Ganesh, outros o deus Rama, outros o deus Krishna, etc. E ainda há os hindus que não adoram um deus masculino, mas adoram uma deusa ou deusas. Uns adoram a deusa Kali, outros a deusa Parvati, outros adoram a deusa Laxmi, etc. Os hindus politeístas aceitam a adoração de todos os deuses do Hinduísmo, logo adoram Vishnu, Shiva, Ganesh, Rama, Krishna, Kali, Parvati, Laxmi, dentre os MILHÕES de deuses do Hinduísmo, o que inclui deuses das florestas, deuses animais, deuses homem-animal, etc.
Não é de se admirar, portanto, que o conceito de “relativização da verdade” combine tão bem com o Hinduísmo.
Origens do Hinduísmo e dos Vedas
Esse sistema religioso complexo e confuso, o Hinduísmo, teve suas raízes em uma mescla de costumes e práticas de diferentes civilizações. Os primeiros povos habitavam a região do vale do rio Indo (em Sânscrito: Sindhu) por volta do terceiro milênio A.C. Outra civilização, chamada de Civilização Ariana, teria sido formada por povos que invadiram o norte da Índia provenientes do Mediterrâneo Oriental e seriam aparentados com os Alpinos (povos do Báltico). A mescla teria se dado por volta e a partir de 2500 a 2000 A.C.
A mescla de crenças e de práticas foi dando origem a um grupo de escritos conhecidos por Vedas (significando “conhecimento” ou “sabedoria”). Os Vedas são quatro coleções de escritos produzidos entre 1500 e 500 A.C. os quais formam a principal base para as crenças do Hinduísmo. As últimas seções dos Vedas a serem escritas foram os Upanishads. Posteriormente outros escritos foram adicionados à vasta coleção de escritos védicos, dentre eles o Bhagavad Gita, sendo este último o mais popular entre os escritos védicos ditos de menor autoridade.
O que ensina o Hinduísmo sobre Deus e sobre o Mundo
Os conceitos e as idéias ensinadas pelo New Age Movement (Movimento Nova Era) sobre Deus e sobre o mundo provém do Hinduísmo.
Já vimos que o Hinduísmo é uma mistura eclética de adoração a diversos (falsos) deuses e suas práticas giram em torno desse panteísmo confuso e blasfemo.
As porções mais antigas dos Vedas descrevem um número vasto de deidades como sendo personificações de fenômenos da natureza, tais como tempestades, enchentes de rios, etc. Preces e sacrifícios eram oferecidos a esses “deuses”. Em conseqüência disso um complexo sistema de diferentes rituais, incluindo sacrifícios, foi sendo desenvolvido a fim de obter favores desses deuses.
As porções menos antigas dos Vedas, os Upanishads, descrevem um conceito menos animista das deidades, sem contudo deixar de reconhecer a validade dos textos védicos mais antigos. Vários dos Upanishads falam a respeito de uma “realidade além da compreensão” a qual chamam de Brahman. Essa “coisa” a que chamam de Brahman é ora impessoal, ora pessoal e é chamada de Isvara.
Os Upanishads ensinam que Brahman é a “realidade divina” e que dentro dos seres existe uma “identidade divina” a que chamam de Atman. Atman por vezes é uma referência à alma humana, porém seu significado para os Hinduístas não é o mesmo significado de alma como nós cristãos o entendemos. E o que os Hinduístas chamam de "realidade divina" nada tem a ver com Deus. Antes o Hinduísmo é um forte opositor ao verdadeiro Deus e chega ao ponto de negar a Sua existência. O conceito Hinduísta de "realidade divina" ou "consciência divina" é uma referência ao que chamam de Brahman, e Brahman não é Deus.
O conceito ou a idéia do Brahman do Hinduísmo é, na realidade, um conceito que concorda em aceitar como sendo Brahman toda e qualquer referência que se possa vir a fazer em relação às práticas religiosas, ritualísticas e filosóficas do Hinduísmo, e isto, evidentemente, exclui o verdadeiro Deus.
Para os Hinduístas os falsos deuses Brahma, Vishnu, Krishna, Kali, Parvati, Ganesh, as supostas reencarnações (ou avatares) do deus Vishnu, espíritos de falecidos, espíritos cósmicos, semi-deuses e demônios fazem parte da tal "consciência universal" ou "o todo". Esse "todo", segundo o Hinduísmo, ainda inclui o "deus interior" que cada homem possuiria dentro de si mesmo. Sendo assim, para o Hinduísmo a aproximação do homem com a "consciência universal" tem, necessariamente, de passar pela conscientização de que há "um deus" dentro de cada ser humano, e essa "conscientização" seria um passo na direção da união do "deus interior" com "o todo".
Satanás é o orquestrador do Hinduísmo, e seu objetivo é enganar os homens induzindo-os a acreditar que não apenas são deuses eles mesmos, bem como levar os homens à adoração e serviço aos demônios disfarçados com os nomes dos deuses do Hinduísmo. A "sabedoria" do Hinduísmo é, na realidade, um doutrinamento diabólico que visa pôr tudo o que for possível debaixo de um único senhorio, e esse senhorio é o domínio do diabo.
Um dito popular no Hinduísmo é “Atman é Brahman”. Isto, segundo o Hinduísmo, significa que “o centro de todos os seres vivos é Brahman”. Em conseqüência deste conceito ensinam que “o conhecimento intuitivo” pode pôr o homem em contato com “o tudo”, a que chamam de “realidade divina”. “O homem é Brahman”, “o rato é Brahman”, “a formiga é Brahman”, “o universo é Brahman”, etc. O objetivo dessas doutrinas é ainda procurar fazer o homem afirmar, de forma arrogante e blasfema, o seguinte: “eu sou Brahman”, “o universo é Brahman”, “tudo é Brahman”, “eu sou Brahman e Brahman é tudo”, “eu sou tudo” logo “eu sou Deus”.
Através do Hinduísmo Satanás procura levar os homens a buscarem o seu fictício "deus interior", a se unirem aos deuses (demônios) do Hinduísmo, a serem confundidos e seduzidos pelo embuste da tal "consciência universal" e assim manter os homens cativos ao império das trevas, mortos em seus delitos e pecados e separados do Deus Todo-Poderoso.
Embora esse sistema religioso-folosófico monista e politeísta pudesse parecer satisfazer parcialmente a inquirição intelectual dos hindus sobre a “realidade divina”, após a adição aos Vedas do Bhagavad Gita um apelo mais emocional passou a fazer parte do penduricalho religioso-filosófico-ritualístico do Hinduísmo.
O Bhagavad Gita narra uma conversa entre Arjuna e Krishna (Krishna é a reencarnação do deus Vishnu) e esse diálogo apela para uma devoção mais pessoal à “deidade”.
Após o Bhagavad Gita passaram a tomar corpo dentro do Hinduísmo os conceitos mesclados da “união com o todo” e a devoção pessoal aos deuses ou a um deus. O primeiro conceito apela mais para a filosofia enquanto o segundo apela mais ao emocional.
Nada disso porém mudou a confusão de adorações que impera no Hinduísmo, e como foi dito inicialmente, no Hinduísmo se adoram diversos deuses (o que inclui as reencarnações dos deuses, chamadas de Avatares). O número de deuses no Hinduísmo ultrapassa a casa da dezena de milhões (dentre deuses, deusas, avatares, etc.).
Embora nem mesmo os próprios hindus possam explicar essa confusão toda, o fato é que ela existe e é esta mescla uma das principais características do Hinduísmo.
Enquanto muitos hindus, nos nossos dias, adoram os rios, os animais, as tempestades, outros adoram Vishnu, Kali, Krishna, Ganesh, etc. E não são poucos os hindus que clamam pela “exclusividade” do seu deus. Os mais intelectualizados asseveram que toda essa confusão é simplesmente a coexistência de diferentes formas de conceber a “realidade do todo”, a que chamam de Brahman. E assim de novo se retorna ao “Atman é Brahman”, “eu sou tudo”, “eu sou Deus”. E a confusão permanece.
Os Ensinamentos do Hinduísmo
Os ensinamentos do Hinduísmo estão na dependência do que chamam de Karma (ação). O conceito do Karma para os hinduístas está relacionado ao ensino da transmigração da alma (reencarnação). Segundo os hinduístas um indivíduo terá sua vida em outra reencarnação dependendo de como tiver se comportado nesta vida.
Fatalistas, acreditam que o que ocorre nesta vida é conseqüência de atos de vidas anteriores, assim aceitam passivamente o sofrimento como sendo “punição” pelo que fizeram em outras encarnações. É o que chamam de “ação e conseqüência”.
Como acreditam que o homem pode reencarnar (samsara) em um corpo humano ou em um corpo de animal, suas ações nesta vida determinarão se a alma do hindu “transmigrará” na próxima reencarnação para um corpo humano, para o corpo de um porco, de um cão ou de um rato. Este ensino da transmigração da alma (samsara) é fortemente estimulado pelos escritos védicos do Hinduísmo.
O comportamento aparentemente pacífico dos hindus que “não matam nem uma formiga” não é nenhuma evidência de pacificação. Sua preocupação em não danificar uma formiga ou um lagarto se deve ao fato de temerem poder estar fazendo mal a um parente ou a um amigo, porventura encarnado no lagarto ou na formiga. Segundo os Vedas o homem pode receber a punição de ter de reencarnar até mesmo em um verme.
Evidentemente que nossas ações têm conseqüências, mas daí dizer que nossa vida nesta terra seria conseqüência de ações em vidas passadas mostra claramente o ensino antibíblico do Hinduísmo.
A doutrina Hindu que ensina não danificar nada vivo (ahimsa) também afirma que “a divindade” está presente em todas as criaturas da natureza, assim não se pode comer um belo filé de vaca, pois correria-se o risco de estar comendo o corpo onde se encontra a avó ou o irmão reencarnado, ou, quem sabe, alguma “forma” da “divindade”. Esta é a razão de muitos hindus serem vegetarianos.
Além do comportamento nesta vida concorre para a determinação da “vida futura neste mundo” o sistema de castas do Hinduísmo. Sendo assim, os hindus aceitam passivamente a condição de miséria e de sofrimento, pois não poderia ser diferente visto que nasceram em uma casta inferior.
As castas são agrupadas, basicamente, desta forma: No topo estão os Brâmanes (Brahmins) ou sacerdotes do Hinduísmo, em seguida vêm os guerreiros ou governantes (Kshatriyas), seguido pelos mercadores e fazendeiros (Vaisyas) e em baixo na “escala” se encontram os trabalhadores (Shudras). É um sistema profundamente injusto e uma excelente maneira para se controlar e explorar as massas. Combater o injusto sistema de castas, para os hindus, significaria combater a “lei do Karma” ensinada pelos Vedas do Hinduísmo.
Não é, pois, de se surpreender que o grande objetivo da vida de um hindu é se ver livre desse terrível e macabro sistema de castas-reencarnação, logo buscam sua liberação desses penosos ciclos (moksha).
Me surpreende como alguns ocidentais possam enxergar “sabedoria” nesse tenebroso sistema espírita-ocultista-filosófico-escravagista do Hinduísmo.
Yoga
A razão dos adeptos do New Age Movement (Movimento Nova Era) praticarem a Yoga, está diretamente ligada ao Hinduísmo (a Religião da Nova Era). E por que os hindus praticam a Yoga?
Já vimos anteriormente que o objetivo principal da vida de um hindu é se libertar do penoso e horripilante ciclo de castas e reencarnações do Hinduísmo. E agora veremos como os hindus pensam alcançar essa liberação.
Os hindus acreditam que durante esta vida há quatro objetivos aos quais uma pessoa pode dedicar sua vida. O primeiro destes objetivos está relacionado aos prazeres, principalmente o sexual, este primeiro objetivo de vida é chamado de kama (a língua portuguesa aqui nos premia com uma óbvia coincidência vernacular).
O segundo objetivo legítimo a que um hindu pode se dedicar, segundo o Hinduísmo, é a riqueza e o sucesso (artha). O terceiro é o dever moral (dharma). E o último dos alvos é o moksha, através do qual, segundo os ensinamentos hindus, o homem adentra no Nirvana (a semelhança com o Budismo NÃO é mera coincidência.
Para se atingir o moksha, no entanto, há três caminhos diferentes. E o primeiro deles é o karma yoga. Este é um caminho bastante popular de “salvação” no Hinduísmo. Segundo acreditam, pela observância de deveres familiares e sociais, e ainda pela obediência a vários rituais, o indivíduo suplanta o peso do “karma ruim” e há regras e rituais encontrados no Código de Manu para orientar a prática do karma yoga.
O segundo caminho para escapar das terríveis transmigrações da alma é o “caminho do conhecimento” ou jnana yoga. A premissa básica deste segundo caminho é que a causa do cativeiro humano preso ao horrendo ciclo das reencarnações seria a ignorância (avidya).
Entre os adeptos praticantes do jnana yoga a ignorância consiste fundamentalmente no erro em se supor que as pessoas são individuais e não “um com o todo” (Brahman). E esta “ignorância” seria a causa originadora de más ações que resultam no “karma ruim”.
A “salvação” ou escape dos ciclos reencarnacionistas seria então obtida através do atingimento de um estado de “consciência” pelo qual se obtém o reconhecimento da identidade do homem com Brahman. E isto seria conseguido através da meditação profunda, esta última parte integrante da disciplina da Yoga.
O terceiro e último caminho para a obtenção da “libertação” é o bhakti yoga. Esta terceira “opção” significa a devoção do indivíduo a um ou a uma ou a uns dos diversos deuses do Hinduísmo. Este terceiro caminho é bastante popular no grande segmento hindu da sociedade indiana. A devoção é expressa através de atos de adoração (puja) nos templos, nas casas, na participação em rituais e em festas em honra aos deuses e por peregrinações a um dos muitos lugares “sagrados” da Índia. A devoção a algum (ou a alguns) deus do Hinduísmo tem por finalidade a obtenção de favores desse deus (ou deuses) dentre os quais favores figura a libertação dos ciclos de reencarnações.
Para os hindus a entrada no Nirvana ou a liberação dos ciclos da transmigração da alma significa a absorção do indivíduo pela “consciência divina”, perdendo assim o indivíduo a sua própria consciência e passando a ser “Brahman”.
Uma palavra aos Hinduístas:
Muitos em atitude de sinceridade se dedicam a obedecer às práticas e aos ensinamentos do Hinduísmo. Porém o Hinduísmo nada tem a ver com o Caminho para a verdadeira salvação preparada pelo Deus único e Todo-Poderoso Criador dos céus e da terra.
O objetivo final de toda a existência deve ser o relacionamento pessoal com o próprio Criador. Este é o Seu objetivo para os seres humanos que Ele criou.
O grande obstáculo para a comunhão com Deus é a rejeição de Sua vontade, o que se dá pela incredulidade e pela rebelião pecaminosa do homem diante do Criador.
A solução para este problema foi dada pelo próprio Deus, o qual se fez homem e ofereceu um sacrifício perfeito e eterno pelas almas dos homens. Na cruz, no Gólgota, em Jerusalém, há cerca de dois mil anos atrás, o Filho do homem, o Senhor Jesus Cristo, levou sobre si próprio todo o peso do castigo devido aos homens pelas suas rebeldias e maldades.
Pela fé e pela confiança do homem neste sacrifício oferecido pelo Cordeiro de Deus, bem como pela fé e pela confiança no Autor do sacrifício, o qual se encontra agora vivo à destra de Deus, o homem pode obter gratuitamente a salvação de sua alma bem como a comunhão eterna com o Criador dos céus e da terra.
O paraíso aguarda pelos filhos de Deus.
“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”
João 3:16
--Dr Leadnet